segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Como Gritos de Feira

Está aceso o pavio
E ninguém vai soprar
A contagem se abriu
E não sabem qual fio cortar
O barraco ta armado
E se chutar o pau da barraca
Abacaxis e pepinos vão rolar

Ao ver intenções divergirem
O distúrbio começa
Se apressa e estressa
E permite que pirem

Quando as forças convergem
Sem nenhuma barreira
Como em gritos de feira
Sentidos se perdem

E quando se perde o sentido
O nada é tudo e o tudo é um só
Explosão em vidro
Faz de tudo pó

Mas como tudo nessa vida
O fogo não é permanente
Vira lição aprendida
Depois do momento quente

Aos poucos se muda o tom de voz
O fogo perde para a água.
Que como um rio em sua foz
Vai dando cabo à mágoa

E de luz abre-se um feixe
Aí dá pra respirar
Dane-se o preço do peixe
Põe na sacola que eu vou levar

2 comentários:

  1. Demais, maninho!
    Que tenhamos, pois, muita água e muitos feixes de luz! hehe
    Abração.

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  2. incrível!tuas poesias voam, são adagas afiadas.

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